25 de Agosto 2007
Para além do “reino maravilhoso” de Miguel Torga, escrevo umas linhas pouco literárias para lembrar Eduardo Prado Coelho. Cronista, crítico, homem de letras e da cultura em geral. Passou hoje para a morada dos que, como ele, passam a ser imortais.
Estou no Norte, num paraíso em repouso…
Longe do stress da cidade, numa terra onde o movimento que existe é o do padeiro que chega e o do homem do peixe que faz soar a buzina de uma carrinha com mais de vinte anos assim que se aproxima da Vila para se fazer anunciar…
Mais movimento, o dos carros de bombeiros em horas de aflição que por estes dias são o pão-nosso de cada dia. Quem quererá mal a esta gente? Quem quer destruir tal paraíso?
Perdoem-me os alentejanos, mas este verde montanhês é sublime comparado ao dourado das planícies do Alentejo.
Estou numa terra tão longe da metrópole que a melhor tecnologia é a telefonia em que se faz ouvir um anúncio publicitário da zona – enchidos da terra.
O progresso veio com a estrada que atravessa a Vila e que não tem mais de 1km.
“A terra desenvolveu, isto não era nada há 10 anos” – diz o Sr. Francisco que descansa num banco de jardim depois de anos a fio a “amealhar” a vida em França.
Por esta altura vê os filhos e os netos que vêm todos os anos de uma cidade parte de Nice. “Estão a fazer vida” – completa.
Estou sobre este caderno a rabiscar umas palavras na pacatez de Vila Flor…
Estou no Norte, num paraíso em repouso…
Longe do stress da cidade, numa terra onde o movimento que existe é o do padeiro que chega e o do homem do peixe que faz soar a buzina de uma carrinha com mais de vinte anos assim que se aproxima da Vila para se fazer anunciar…
Mais movimento, o dos carros de bombeiros em horas de aflição que por estes dias são o pão-nosso de cada dia. Quem quererá mal a esta gente? Quem quer destruir tal paraíso?
Perdoem-me os alentejanos, mas este verde montanhês é sublime comparado ao dourado das planícies do Alentejo.
Estou numa terra tão longe da metrópole que a melhor tecnologia é a telefonia em que se faz ouvir um anúncio publicitário da zona – enchidos da terra.
O progresso veio com a estrada que atravessa a Vila e que não tem mais de 1km.
“A terra desenvolveu, isto não era nada há 10 anos” – diz o Sr. Francisco que descansa num banco de jardim depois de anos a fio a “amealhar” a vida em França.
Por esta altura vê os filhos e os netos que vêm todos os anos de uma cidade parte de Nice. “Estão a fazer vida” – completa.
Estou sobre este caderno a rabiscar umas palavras na pacatez de Vila Flor…
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